Sunday, April 19, 2009

Possível Piloto do Segundo Volume de Império da Compilação - Remasterizado

O Dictator convoca as principais potências do universo para um acordo de mútua cooperação

Cena 1: O Dictator havia proposto uma reunião onde estavam presentes Astaroth, que compareceu representando os países signatários do Tratado de Mútua Defesa e Proteção, os governantes dos mundos superiores - que com o Decreto de Lucifunfe voltaram a ser independentes -, e o Anjo Kem, um militar e chefe de armas do exército e lugar-tenente de Lucifunfe Rofocale. O acordo foi bem sucedido e a paz está assegurada em todos os planos do universo. A idéia de dividir para melhor governar nunca foi levada a prática tão perfeita pelo representante do Príncipe da Luz, V.M. Lucifunfe Rofocale.

Astaroth, como político de longa data, já antevia os resultados positivos da reunião e sabia que em pouco tempo, um tratado de cooperação seria firmado e que o mesmo seria bom para os árias, na medida em que não esgotaria os recursos preciosos de que os árias dispõem. A pequena Astarteh fez questão de ir, por motivos óbvios. Integrava a comitiva de Astaroth: Astarteh, Admiral Klasher, Rossner, Frasier, Dayan, Ariel e Sannyassin. Sayanghev ficou a bordo da AE-325 junto com a tripulação e acompanhava o trabalhos dos técnicos árias, que residiam na República, na manutenção da espaçonave colossal.

Na verdade, Astaroth poderia ter enviado Ilientsin, pois que esse é mais capaz para resolver qualquer problema e dispensaria a enorme comitiva. Porém, Astaroth desejava mostrar boa vontade com a República e afirmar a cooperação entre os povos. Nihil fez questão de dizer, na frente de Dayan e Ariel, que as viagens para a entrega de isótopos, material médico e treino para a futura evacuação do planeta azul estavam asseguradas por si, que ficava feliz em saber que essa parte estava delegada a Dayan. Dayan, também atendendo a seus interesses, agradeceu e levou um presente a Nihil: era uma muda de planta. Nihil, como conhecedor da história, entendeu de pronto e se emocionou. Era uma muda de planta que deveria ser plantada por ele no Jardim dos Justos, no lado judeu da capital ária, quando lá fosse. Era a máxima homenagem do líder judeu que tinha conquistado o respeito dos árias, a ponto de a ele ser delegada toda a defesa do Império: Moshe Dayan.

Astaroth e a viagem

Cena 2: Astaroth, porém, amava o espetáculo da aterrissagem da AE-325 nas pistas da República. Maravilhava-se com as luzes, com a sincronização perfeita, com os comandos, com a calma e a paz que uma operação de porte complexo, como a aterrissagem de um monstro de vulcanite representava. Os computadores da República eram capazes de controlar cada variável. A espaçonave, que pesava mais que vinte navios petroleiros carregados (e talvez bem mais, pois esses são os cálculos de um amador nesse saber) aterrissava nas pistas da República sem um abalo. Isso era uma distração e tanto para Astaroth. Uma curiosidade: a sigla AE significa "aeternitas" (do latim: "para sempre").

Retorno ao tempo presente [onde transcorre a ação narrada]

Cena 3: Como a reunião chegou a bom termo logo, sobrou tempo a Astaroth e Astarteh para conhecerem a cidade mais próxima da sede da República. Logo, foram levados para a cidade nos velozes carros que aquela gente construiu. No entanto, mesmo que o guia lhes orientasse a visão, não puderam deixar de ver, ao longe, (na que foi durante quase nove mil anos a área privilegiada de defesa do Império), as ruínas da segunda Capela Negra, desenhada por Michelangelo há quinhentos anos atrás. Mesmo após suas reconstruções, (devido aos bombardeios e constantes guerras), o plano criado por Michelangelo era mantido. Porém, agora, daquela que foi a casa de Astaroth e Astarteh, desde a ascensão de Samael ao poder, restavam ruínas. Astaroth pergunta ao guia do passeio:

Astaroth: O que será construído lá?

Guia: O Dictator Nihil, pretende reconstruir o palácio da forma como era para que lhe sirva de palácio de férias, já que é a única das majestades que ainda não usufrui desse luxo. Porém, para isso é necessário muita gente trabalhando o que no momento não é possível. Como o Venerável sabe, os campos de trabalho ainda são numerosos. O Decreto de Lucifunfe fez com que alguns não fossem mais nossos, porém ainda uma parte da nona infradimensão é nossa e temos muitos campos de trabalho lá, como o senhor tem numerosos também. Embora nossa tecnologia fina, a de sistemas, seja mais desenvolvida que a sua, a sua industria no geral é bem mais vigorosa que a nossa, pois que tem os técnicos melhores. Isso será ainda até que tudo termine como começou, pois todos sabemos que não se pode comparar a inventividade de outros povos à inventividade ária, por isso buscamos incentivar os árias a ficar em nosso território proporcionando a esses boas e vantajosas condições de vida.

Astaroth: Nihil, na verdade, é o ária perfeito. Foi criado dessa forma para servir ao mundo. Seu projeto original era de que seria mais inteligente que nós, mais capaz e com um banco de dados que nós que nascemos com a aurora dos tempos, dotados da perfeição da natureza, não tivéssemos. O projeto Nihil nos fez passar da perfeição e a criação de Ashter por Nihil nos fez ver que a segunda geração poderia incorporar melhoramentos de nossas vivências.

Os primeiros momentos de Ashter são lembrados por Astaroth

Cena 4: A menção ao nome de Ashter não foi bem recebida por Astarteh. Na República, Ashter era uma princesa, ou seja aquela que ministra o direito; porém o título de Rainha dos Árias era o mais forte que a princesa possuía. Na República ela era a intocável filha de Sua Majestade, porém que se compadecia da humanidade doente e olhava o semelhante como a si própria. Astaroth lembrou das primeiras fases do Projeto Ashter Solis, governado em grande parte a partir do plano físico por seu criador Nihil. Ashter provida de todo o saber humano e universal até a data do experimento, foi dotada de alma na Capela dos Auto-Iniciados por Voltaire e pelo Imperator Isaac Newton. Isso possibilitou que Astarteh e Nihil dessem início a etapa prática do Projeto que era a construção do corpo físico perfeito, que não morre, não adoece, não se alimenta e não tem necessidades. O protótipo, a geração zero (que não foi destruída), desse corpo ainda existe na quarta dimensão. Porém, não é mais a quarta dimensão domínio dos árias, mas sim da República. O corpo construído por Astarteh e Nihil com a máxima tecnologia disponível no Império naquela época (antes de cientistas como Heisenberg, Planck, Einstein e Werner von Brawn serem localizados - e usando dos conhecimentos de genética de Mengele, que naquela época vivia como mendigo na quinta-infradimensão, sem que os árias se dessem conta) é uma máquina capaz de abrigar a consciência e que funciona em moto contínuo. O primeiro corpo de Ashter (a geração um) teve que ser desativado após vinte horas andando sem parar pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Nesse dia, Astaroth lembra como se fosse ontem, Ashter curou os pobres, ajudou os mendigos, abençoou a vida. Astarteh tinha errado o vestuário de Ashter para o mundo físico e ela chamou a atenção da polícia. Acreditamos que a "companhia telefônica" estivesse "de olho" no rádio da polícia naquela época, mas que por achar a história muito absurda não agiu da primeira vez. Na segunda vez, os "técnicos da companhia telefônica", que na verdade são agentes do serviço secreto do Estado, interceptaram o Projeto através de seus agentes em Matrix, devido a escutas telefônicas e a instalação de sensores em postes. Era uma época em que a "companhia telefônica" estava fazendo muitos "consertos" na cidade e sempre em lugares onde Astaroth e Nihil estivessem, quando no plano físico a tratar de assuntos de relevância para o então universo ou mundo, (no primeiro momento). O objetivo era roubar o protótipo, e, dessa forma produzir o homem imortal. Astaroth e Nihil acompanharam do plano físico, com angústia, os instantes finais da segunda vinda de Ashter ao mundo de dor e sofrimento. Os embaixadores da Capela Negra tiveram que se materializar no plano físico, a Ordem Gnóstica teve que comprar uma ambulância, para chegar ao local da desativação antes dos agentes do Estado, sem atrair suspeitas da população local, e o Projeto foi desintegrado quando entrou na ambulância. Porém, como tudo tem o seu lado positivo, Astarteh e Nihil comemoraram o fato de a alma de Ashter não ter sido desintegrada com o corpo. Era a vitória do superior criado sobre o inferior, também, criado. Os embaixadores que participaram da operação cuidaram para que as testemunhas de nada se lembrassem e que os fatos não ganhassem as páginas dos jornais. Porém, nem tudo é perfeito. E alguns moradores do bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, relatam ter presenciado a grande movimentação que os órgãos de segurança do Estado efetuaram com a finalidade de prender uma menina. Hoje, a pequena Ashter Solis tem de dois para três anos de idade, aproximadamente (talvez dois e não três - contas de amador) e vive feliz na Terra do Sol Nascente, de onde revolucionará o mundo com sua inteligência incomum, seu amor pela humanidade doente e sua busca pelo conhecimento e pelo Ensinamento digno e reto, que eleva o homem até as potências do infinito, que o faz ser único com Adonai, o grande Deus.

Transição entre as lembranças e a realidade - Astaroth conversa com um integrante do povo ária, residente na República

Cena 5: Astaroth tinha se perdido nas lembranças de um passado distante. Nisso, o carro já estava em outro ponto da cidade. O guia informou que desceriam ali com a finalidade de observar certos aspectos das construções da República. O estilo romano predominava. Astaroth não entendia muito de arquitetura romana (grega, na verdade). Observava as colunas do fórum, os palácios, os templos e as casas feitas de tijolo vermelho eterno. Astarteh encontra o sábio Leibniz que andava por aquele lado da cidade orientando a um construtor de materiais qual seria a melhor forma de erguer, com segurança, um edifício de dois mil andares. Os dois, então, começam com suas conversas incompreensíveis para o saber de Astaroth e este prefere ficar admirando o que seria a cidade romana com um arranha-céu enorme no meio (e de dois mil andares). Não compreendia o porque de um edifício tão alto. Rossner chamou a atenção de Astaroth para uma senhora ária que vivia naquela parte da cidade. A senhora se aproximava a passos lentos, porém altivos, disciplinados, perfeitos, coisa da não-mente.

A senhora, enfim, chega onde Rossner e Astaroth estão.

Faz uma saudação e uma reverência.

Senhora: Senhor, nós alcançamos a paz?

Astaroth: Sim, senhora, quando temos a paz dentro de nós, em qualquer lugar estamos em paz.

Senhora: Meu Senhor, não estou me dirigindo ao teólogo que há no Venerável, mas ao político, ao Rei de um Estado. Será que agora é certo que possamos, realmente, reconstruir nossas vidas?

Astaroth: Senhora, eu lhe dou minha palavra que os árias manterão a paz e tenho certeza que os outros povos querem isso também.

A senhora presta mais uma reverência e se retira.

Ashter Solis e Astaroth

Cena 6: Um carro, com as distinções do antigo Império, para. Sai de dento uma mulher de toga vermelha, porém por baixo se observava as roupas da governante dos árias. Era Ashter Solis. Ashter, então, se aproxima. Olhos penetrantes. Olhos nos quais a alma de um homem fica aprisionada. Astaroth observa Ashter terminar a aproximação.

Ashter Solis: Embaixador Rossner, queira ter a bondade de se retirar por uns instantes. Não vou fazer mal a seu Rei.

Rossner: Minha missão é acompanhar o Rei, senhora. E eu vou ficar aqui. A missão, o objetivo é o que torna um homem aquilo que ele é. Sem a missão não há sentido e sem sentido não há caminho, apenas direção.

Ashter é a mulher mais bonita que jamais existiu. Sua beleza não é externa por somente, mas interna também. Tudo em Ashter é perfeito e nada lhe falta ou deve ser acrescentado.

Outro diálogo entre Astaroth e Ashter - o esforço da negação

Cena 7:

Ashter Solis: Vou voltar com você. Você está precisado de mim.

Astaroth: Penso que você é mais útil aqui ajudando a seu pai. Afinal, o que ele mais gosta é de ter você com ele. Pense que deve aproveitar os raros momentos com ele.

Ashter Solis: Você tenta se defender de mim, mas suas forças estão no limite. Quer negar os seus sentimentos por medo de cair no turbilhão de pensamentos dos humanos e ser confundido com eles. Seria melhor você se assumir. Estou indo para sua a nave. Em casa nós vamos conversar melhor. Lembre-se, sou a Rainha dos Árias de fato, mais do que de direito.

Astaroth: A você não está a interessar o trono, Ashter. O que lhe interessa é um outro objetivo. Seu pai já lhe falou sobre isso. Não é justo que faça isso. Eu dependo de ser quem sou para governar. O povo e todos precisam de mim. Não posso me dar o luxo da queda e de iniciar tudo de novo. Nós aqui estamos em um plano de realidade, Ashter, onde qualquer erro pode ser fatal para o universo. Pare, por favor.

Astarteh se aproxima com o sábio Leibniz. Não gostou de ter visto Ashter Solis no auge de sua esplêndida beleza.

Astarteh: Senhor, meu marido, eu dou esse passeio por encerrado. Queira nos dar licença, V.M. Ashter Solis.

Astarteh não permite o embarque de Ashter

Cena 8: Astarteh tomando conhecimento que Ashter voltaria na AE-325 coloca no lugar dela o sábio Leibniz e o nomeia "mestre em direito" (não se sabe o que Chavajoth vai achar disso, porém Astaroth pensa que achou dois desastrados para o mesmo cargo). Porém, Ashter parte na Luftwaffe Um rumo a sua primeira casa, pois que foi criada pelos, e com, os árias.


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