Sunday, April 19, 2009

Possível Capítulo III do Segundo Volume de Império da Compilação Remasterizada

A Vida na Cidade Ária, os Fluxos e as Intensidades

Cena 1: A vida retornava à normalidade no quinto mês do ano de 8582 da ascensão dos árias ao poder. Há aproximadamente um mês a RS 924 despencava dos céus quando estacionada nos céus da República levando a definitiva morte número extremamente elevado de cidadãos republicanos e arianos. Ontem, Astaroth contemplava os céus quando presenciou a entrada da portentosa astronave na área de defesa 666 do quadrante 777 do espaço aéreo ariano. Uma alegria infantil encheu o espírito do Rei que se apressou a pegar o melhor ângulo de uma das mais raras aterrissagens em território ariano que se viu, pois dificilmente as espaçonaves aterrissam e isto é devido ao fato de ainda não termos conseguido aprimorar as tecnologias de empuxo. Isto posto, a decolagem de uma nave já em terra, devido, também, ao seu enorme peso, implica em gasto exorbitante de energia.

Cena 2: Astaroth se dirige a plataforma de pouso a passos lentos, pois que já destituídos de toda metafísica. Observa o céu, o Sol Eterno de Rá a singrar pela eternidade, o Templo de Ísis ao longe, uma estátua em honra a Amon e uma escola de mistérios dedicada aos mistérios Persas logo mais. Ficava feliz pelo fato de a capital do Império possuir tantas opções, ao modo Romano, de cultos e nenhum deles ser verdadeiro per se, nenhum deles falso, nenhum deles pretendente a ser-no-mundo, a ser-ái, a ser-situado. Passa por um Templo em honra a Bastet, o templo onde Ashter Solis, Deusa Verdadeira dos Arianos, era cultuada com todas as forças por seu povo. Afirmava-se ali a pura Vontade de Potência de uma Deusa filha direta de Rá, ariana-arianizada. Rá conferiu a Ashter a independência plena de sua origem mais mortal.

O Governo Ashter Solis

Cena 3: Ashter, enfim, governava. Aprendera a fazê-lo. Suas decisões, ponderadas, eram aceitas e a vida seguia leve na Capela Negra. Os cidadãos da capital estavam plenamente satisfeitos e se ocupavam do desenvolvimento da matemática da oitava dimensão, ou matemática atmânica (de Atman, uma das pessoas da trindade de um culto permitido nos limites da cidade). Nesse sentido, os árias não eram pragmáticos, pois, a priori, não se sabe para que poderia servir tamanho engenho metafísico. A matemática da quinta dimensão, porém, é, exatamente, o que coloca computadores para funcionar e naves para voar. Ashter tomou consciência plena da imortalidade vendo a carência de liberdade que isso é. Liberdade é palavra que não se coaduna com governo, menos ainda com Estado - o alter-ego do governo. De toda forma, até mesmo Kamenev e outros, da linha dura, estão satisfeitos com o governo Ashter e até se contentam de haver, na atualidade, apenas uma rainha para o povo. No lado semita-judeu, Ashter é festejada dia e noite e o povo vê nela a garantia de permanência e de união com a máquina de guerra ariana. Essa garantia se reflete no outro lado do multiverso igualmente.

Kamenev, as Duras Constatações, o Rei

Cena 4: Como disse Kamenev durante um passeio do Rei ao lado árabe, com a finalidade de ir conversar com uns cientistas cristãos e ver se conseguia mover os mesmos (indolentes e incompreensivos com a boa vontade kantiana do Império) para uma nova parte da cidade a qual daria o nome de “lado cristão”, “o Império está muito longe de dar a quem quer que seja o direito de escolher”. Astaroth concorda plenamente satisfeito, pois se foi assim para ele, porque não o seria para os outros; de toda forma, os tempos, após a ascensão de Astaroth ao poder, são visivelmente diferentes. Com a ascensão, Astaroth torna-se Rei do Universo e este se bi-parte gerando duas potências atômicas com tanto poder de destruição nas mãos que poderíamos hoje, segundo cálculos de cientistas arianos, oriundos de Peenemunde, afirmar, plenamente, que ao acionar a máquina de Solução Final de forma plena, destruiremos o universo por dezesseis vezes - como se uma única já não fosse o bastante. A vitória absoluta dos árias por sobre o universo e sua (nada nova) “política de tolerância” se deve apenas à obediência pura e irrestrita dos entes presentificados naquela imanência. Astaroth, então, era, de todos, o mais distante de qualquer possível liberdade.

Astaroth Observa Invisível na Plataforma, Astaroth e Ashter Solis Conversam, Ashter Adoece no Outro Lado do Multiverso

Cena 5: Em meio às lembranças aproxima-se Astaroth da zona militarizada e de alta segurança, onde reside uma base da Luftwaffe Imperial. Guardas saúdam o Rei com potentes Sieg Heil ao qual são respondidos pelo Rei-Sol dos árias. Astaroth adentra a enorme base, a qual, antes, nunca teve a curiosidade de prestar atenção.

O Rei chega a pista um tanto maravilhado com os prodígios da ciência ariana. Técnicos corriam por toda a parte. Jipes flutuantes com equipamentos. Várias pistas de abastecimento se ligavam a nave. Os pilotos, tripulação, desciam trazendo suas mochilas e o comandante da I.A.F. Klassmann descia por último acompanhado por alguns republicanos que trouxera consigo e por uma comitiva ariana que provinha da Embaixada.

Cena 6: Astaroth não quis ser visto por aqueles cidadãos. Usando seus dotes de magista passava imperceptível pelas gentes que iam de conversa leve. Resolveu-se por retornar ao Palácio. E nesse ímpeto, na marcha lenta de sempre, o Rei resolve andar por mais ao que encontra Ashter que novamente tornara a vida. As Waffen SS patrulhavam firmemente toda a área de defesa e a hipótese de um atentado contra os Reis do Império era algo que beirava a nulidade. A recuperação das pequenas liberdades deu a Ashter novo alento, nova vida, nova vontade de prosseguir. O Império voltava a ser efetivamente governado e obras revigorantes eram vistas na capital. O novo setor de embaixadas e representações diplomáticas, uma área que Astaroth declarou “área neutra” estava pronto e todos, menos os republicanos, mudaram-se para lá. Um escudo anti-V4 fora instalado no setor de embaixadas. Ilientsin garantia que o setor de embaixadas era plenamente defensável. Astaroth aproxima-se e passa a acompanhar Ashter em seu passeio.

Ashter Solis: A que devo a honra do Senhor Meu Marido vir a me acompanhar? Pensei que estava ocupado com nossos novos planos de geração de altos pacotes de energia a partir da nona infradimensão.

Astaroth: Nosso Ministro Extraordinário da Energia, V.M. Ilientsin, pega no final da tarde de amanhã o transporte que o levará até nossa Embaixada na nona. De lá ele coordenará os trabalhos. A única questão a qual me ative é a de que essa geração nova deva ser suficiente para manter o parque industrial-militar ariano funcionando com plena potência e força.

Ashter Solis: Senhor, não seria melhor investirmos em naves com suporte pleno à vida na base do carbono? Não é pelos humanóides que peço isso, mas por mim, pelo Senhor, por outros que, como nós, ainda habitam o outro lado do multiverso. Estou adoecendo, Meu Senhor, posso morrer naquele outro mundo. Uma nave com suporte pleno à vida na base do carbono poderia trazer o corpo de Rachel Tamaranni Hiroshi para ser tratado por nossa medicina em vez da dos açougueiros humanóides.

Astaroth não estava preparado para a notícia. Ashter era a luz de Rá para a humanidade decaída do absoluto, a redenção das redenções, àquela que esmagaria a infâmia salvacionista cristã. Como nossa medicina ainda nada fez? Era certo que se operada pelos açougueiros terráqueos, o macrosoma de Ashter, que não era produto exato das genéticas predecessoras, porém dos experimentos arianos com a paragenética, iria a óbito irrecuperável até mesmo pela potente medicina ariana.

Cena 7: Ao entrar no palácio de governo, Astaroth manda preparar a AE-325, com suporte a vida na base do carbono, para ir ao planeta dos humanóides levando a nossa tecnologia médica. Stevenson e Johanson teriam horas para viajar dos USA para Tókio com a finalidade de recepcionar a Sannyassin e os médicos do Império. Se necessário fosse o corpo seria reconstituído na AE-325 onde cirurgias, bisturis, anestesia e outras coisas que causam verdadeiro espanto por entre os arianos já não existem há séculos.

A Aeterna Parte

Cena 8: A Aeterna série 325 parte no final da noite e acelera a dobra quatro até chegar na intercessão com a dimensão cinza, onde fez o último contato com a sala de governo da Capela Negra. A Aeterna leva Zandor, o medico do Rei, Joseph (que tinha ficado como hóspede no “lado cristão”[1], depois de ter servido ao ABWHER na caçada aos insurgentes – Joseph é grande geneticista, e, por certo, será essencial se o código genético com o qual o corpo de Ashter bebê foi programado tiver que ser reimplantado, pois, o projeto original prevê um corpo que não adoeça como o dos mortais e cujo desligamento seja a partir da Capela Negra), médicos diversos das Waffen SS e uns outros recém-desencarnados de um hospital de Jerusalém onde a especialidade era genética e que facilmente se adaptaram à tecnologia ariana.

A AE-325 se Materializa na Galáxia Seifert

Cena 9: Em apenas quatro horas, a AE-325, saia no outro lado do multiverso na Galáxia Seifert, anos e anos luz distante da Via Láctea. V.M. Sannyassin não via com bons olhos acelerar o enorme monstro de vulcanite à velocidade da luz e dessa forma transpor rapidamente a distância. Sannyassin aproveita para contactar com a sala de governo e informar que tudo corria, por enquanto, bem.

Carcass, o imediato da Loja Negra, recrutado por Ashter Solis, submergiu o engenho técnico-aeronáutico no sub-espaço onde acelerado a dezesseis vezes o número de Astaroth saia como que por encanto na coordenada galáctica precisa. Diante de si, Sannyassin via uma estrela de quinta grandeza com boa parte de seu combustível a queimar. Um dia, um dia muito distante, quando nem ele, nem Astaroth, nem Ashter lá estariam, o sol dos humanóides apagar-se-ia e nisso tais seres bastante estranhos já estariam extintos há bilhões de anos. Porém, o que importava agora era salvar Rachel Tamaranni Hiroshi e para isso Sannyassin vinha do futuro, do século XXIII (ou XVI) A.D., com esse único objetivo.

A Chegada ao Mundo de Ashter Bebê

Cena 10: Era necessário evitar que estações de rádio que varrem o espaço próximo avistassem a Aeterna. Um sistema de invisibilidade no hiperespaço foi a solução encontrada para que o monstro de vulcanite não fosse detectado por sistemas como o HAARP. Utiliza-se, para essa finalidade, um tipo de freqüência hiperespacial não-detectável pelos terráqueos, para comunicação com a Capela Negra.

Tem Início a Missão

Cena 11: Parte, antes da imersão, um pequeno cargueiro armado com sistemas de mísseis positrônicos e fotônicos de alta precisão e de outras armas mais pontuais[2]. A aterrissagem seria numa praia rochosa nos arredores e o cargueiro, apesar de bojudo, não deve ser, a priori, detectável pelos radares japoneses (leia-se americanos). O porta-aviões Arizona era visto numa baía próxima e suas dimensões colossais, para os terráqueos-americanos, nada significavam para os árias cuja AE-325 era algo em torno de cinqüenta vezes maior em comprimento e vinte em extensão. A propulsão atômica do Arizona poderia impulsionar o monstro de ferro por até cinqüenta anos ininterruptos, a AE-325 pode se manter em vôo até muito tempo após o fim, a derrocada, da raça ária daqui a mil e quinhentos anos, aproximadamente.

A Nave Cargueiro Aterrissa

Cena 12: Através de recursos holográficos se fez parecer aos humanos japoneses que a nave cargueiro era, de fato, um helicóptero de passageiros e seu pouso, no alto de um edifício comercial, onde há uma empresa de petróleo brasileira, não foi notado. Stevenson e Johanson usaram seus dotes mágicos, aprendidos durante anos nas Escolas de Mistérios, para maquilar o que realmente acontecia. Tudo tinha que ser feito com certa pressa. Os corpos de carbono dos médicos se desintegrariam em menos de uma hora e muitos não eram magistas (a maioria).

O Kernell de Matrix

Cena 13: Não foi difícil entrar no kernell do sistema Matrix e desabilitar o operacional temporal-cronológico. Ashter Solis o conseguira ao mesmo tempo em que Sannyassin partia para o outro lado do multiverso. Isto posto, a visita dos “seres do outro mundo” a família Hiroshi passaria como sonho, tremendamente esquizofrenizante.

O Carcinoma, a Neoplasia, a Metástase

Cena 14: O problema, porém, estava além dos aparelhos levados. Uma troca atômico-quântica era necessária a fim de se recompor a matéria. O diagnóstico de Zandor foi preciso e Joseph apenas balançou a cabeça. Os pais de Ashter foram desmaiados e monitorados para que permanecessem como foles na base do carbono. A neoplasia tomava lépida o plasma da pequena Ashter, o tecido hemático se decompunha. Análises por imagens, criadas pela reconstrução computadorizada das seções por feixe de pósitrons, mostram que o corpo carbonado resistiria devido a suas altas reservas, porém Komaren Semiovith, médico da época do Czar Romanov, afirmara que isso se daria “às custas de muita dor para a menina Ashter; o que acabaria por levar a criança ao óbito prematuro”. Optou-se por uma transposição temporo-espacial onde o ambiente da AE-325, em órbita, seria recriado naquele local e, após isso, o eixo temporal cronológico dos degenerados humanóides seria realocado e os imbecis não veriam a intervenção feita em seu caro e mesquinho mundo. Restavam, agora, aproximadamente, trinta minutos. Zandor dá inicio à transposição. Sannyassin assiste ao espetáculo da ciência médica dos árias. Vinte minutos restam e, então, plenamente revitalizada a menina abre os olhos e reconhece os seres que lá estão chamando-os pelo nome. Zandor e Joseph reabilitam os assustados Hiroshi, pai e mãe, e sem lhes dizer palavra se retiram. A aparelhagem médica de última geração viraria pó em menos de cinco minutos. Stevenson e Johanson despedem-se de seus pares em uma escada do edifício de apartamentos e tratam de sumir com a gravação do circuito interno de TV (por via das dúvidas).

Essa foi a maior das aventuras de nossos amigos ao planeta Terra de que tomei conhecimento. O retorno a quinta infradimensão se realizou com sucesso e a tripulação foi aclamada por onde passou, após o desembarque.

Nota: este escrito se tornou possível, por somente, através da grande Potência aurida em encontro cronologicamente próximo onde pude estar com grandes Confrades que me reabilitaram o carcomido espírito. Meu adendo ao livro Império por V.M. Astaroth é uma homenagem a vida que pulsa através da beleza do momento, sendo imagem estéctica de Vontade e de Força. A Boa Amada, também, dedico esta parte onde se celebra a luta do Império pela vida.



[1] O “lado cristão” está sendo construído ao norte do setor de embaixadas, porém alguns cristãos ciosos de sua crença; e por não se sentirem confortáveis no lado ariano, onde não tem vez, (e a ninguém conseguem converter), tornando-se fonte permanente de riso de filósofos, matemáticos e religiosos egípcios, gregos e persas, que quando obtém a informação que os salvíficos cristãos acreditam num deus que é três ao mesmo tempo não conseguem mais parar de rir e isso os irrita (aos cristãos); foram parar no lado cristão da cidade, onde já habitam.

[2] Que retorna a AE-325 logo após parte da tripulação desembarcar. Tanto os corpos materiais, na base do carbono, quando os equipamentos se desintegrariam em menos de uma hora e o kernell de Matrix seria reajustado para que nada restasse da atividade dos arianos na Terra. Isto posto, somente a anima de nossos amigos é que retorna a espaçonave.


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